Para
a lógica capitalista de produção o principal objetivo é atender ao consumidor e
estimular necessidades sintéticas que promovam uma maior rotatividade e acumulação
do capital investido. O mercado e as mercadorias não são destinados a
satisfazer toda e qualquer necessidade das pessoas, mas sim dos consumidores (Vestibular
1. O consumismo e o meio ambiente.
Disponível em: www.vestibular1.com.br/revisao/consumismo.doc)
O
poder aquisitivo é uma medida para o status social. Quanto mais a pessoa tem,
maior o seu status social. O capitalismo impõe a necessidade de sempre estar comprando
diversas mercadorias. Os produtos são trocados no mercado, novidades surgem
rapidamente. E assim, as pessoas se desdobram para comprar a TV de LED, que
depois é 3D e depois também entra na internet ou então o Iphone 3 ou o 4 ou o
5. Não importa se você já tem uma TV boa e nova, o que importa é estar sempre
com a novidade do mercado nem que para isso você tenha que entrar em diversas
prestações ou então prejudicar o meio ambiente.
As
mulheres são conhecidas normalmente por serem descontroladas quando o assunto é
shopping. Muitas delas não se seguram quando deparam-se com cartazes de
liquidação, porém, nem sempre elas compram pelo simples prazer de estar
comprando algo novo ou mesmo para ficarem mais calmas. Algumas sofrem de
oneomania. Atualmente 3% da população brasileira sofrem de oneomania que
acomete mais as mulheres, os jovens e os internautas. Essa doença
caracteriza-se pela compulsão por determinado item e pode não ser identificada
porque, para o mercado é mais rentável desse modo e para a sociedade quanto
mais você gasta, mais poder aquisitivo você tem e maior status social você
terá. Logo, as pessoas acham normal sair comprando por aí coisas desnecessárias
e algumas vezes nem mesmo dinheiro para pagar elas têm.
Segundo
a pesquisa “O consumidor do século XXI” divulgada pelo Ibope Mídia 21% das
brasileiras vão as compras para se sentirem mais calmas e felizes (Bolsa de
mulher. Consumista de carteirinha.
Disponível em:
http://www.bolsademulher.com/estilo/consumistas-de-carteirinha-1/).
No ar na novela Salve Jorge, a delegada Helô,
a personagem de Giovanna Antonelli se encaixa perfeitamente nesse caso. Em uma
profissão em que as mulheres vêm buscando seu lugar, a delegada tem que se
impor na vida profissional, resolver sua vida afetiva com o ex-marido e aturar
as aventuras inconsequentes da filha e do genro. No final do dia, ela chega em
casa com várias compras e guarda tudo em seu armário que está prestes a
explodir.
Para
a psicanalista da Sociedade de Psicanálise da Cidade do Rio de Janeiro, Neda
Matos, aqueles que consomem por impulso o fazem para “tamponar um vazio”. “Pode
ser a falta de algo que foi perdido, da perda de alguém, e até de uma
dificuldade por não saber que caminho tomar. Em outras palavras, a
impossibilidade de não se permitir sofrer”, esclarece. “Na sociedade
contemporânea o que se verifica é uma ânsia em ter para ser. Ter uma roupa de
grife significa, por exemplo, ser rico, ter status. É como se a pessoa só
existisse a partir de um objeto; objeto este ditado pela mídia”, completa a
psicanalista, que lembra ainda, que transtornos desse tipo geralmente levam as
pessoas a sentimentos de frustração, tédio, solidão e depressão (Bolsa de
mulher. Consumista de carteirinha.
Disponível em: http://www.bolsademulher.com/estilo/consumistas-de-carteirinha-1/).
![]() |
| A compulsiva por compras Helô, personagem de Giovanna Antonelli. |



Nenhum comentário:
Postar um comentário