segunda-feira, 1 de abril de 2013

Consumismo


           Criado pela sociedade capitalista industrial como forma de desenvolvimento do processo civilizatório, o consumismo é um problema contemporâneo que caracteriza o ato de comprar coisas que não são necessárias, diferentemente do consumo que é definido pela compra por necessidade (Vestibular 1. O consumismo e o meio ambiente. Disponível em: www.vestibular1.com.br/revisao/consumismo.doc).
Para a lógica capitalista de produção o principal objetivo é atender ao consumidor e estimular necessidades sintéticas que promovam uma maior rotatividade e acumulação do capital investido. O mercado e as mercadorias não são destinados a satisfazer toda e qualquer necessidade das pessoas, mas sim dos consumidores (Vestibular 1. O consumismo e o meio ambiente. Disponível em: www.vestibular1.com.br/revisao/consumismo.doc)
O poder aquisitivo é uma medida para o status social. Quanto mais a pessoa tem, maior o seu status social. O capitalismo impõe a necessidade de sempre estar comprando diversas mercadorias. Os produtos são trocados no mercado, novidades surgem rapidamente. E assim, as pessoas se desdobram para comprar a TV de LED, que depois é 3D e depois também entra na internet ou então o Iphone 3 ou o 4 ou o 5. Não importa se você já tem uma TV boa e nova, o que importa é estar sempre com a novidade do mercado nem que para isso você tenha que entrar em diversas prestações ou então prejudicar o meio ambiente.

As mulheres são conhecidas normalmente por serem descontroladas quando o assunto é shopping. Muitas delas não se seguram quando deparam-se com cartazes de liquidação, porém, nem sempre elas compram pelo simples prazer de estar comprando algo novo ou mesmo para ficarem mais calmas. Algumas sofrem de oneomania. Atualmente 3% da população brasileira sofrem de oneomania que acomete mais as mulheres, os jovens e os internautas. Essa doença caracteriza-se pela compulsão por determinado item e pode não ser identificada porque, para o mercado é mais rentável desse modo e para a sociedade quanto mais você gasta, mais poder aquisitivo você tem e maior status social você terá. Logo, as pessoas acham normal sair comprando por aí coisas desnecessárias e algumas vezes nem mesmo dinheiro para pagar elas têm.
Segundo a pesquisa “O consumidor do século XXI” divulgada pelo Ibope Mídia 21% das brasileiras vão as compras para se sentirem mais calmas e felizes (Bolsa de mulher. Consumista de carteirinha. Disponível em: http://www.bolsademulher.com/estilo/consumistas-de-carteirinha-1/).
 No ar na novela Salve Jorge, a delegada Helô, a personagem de Giovanna Antonelli se encaixa perfeitamente nesse caso. Em uma profissão em que as mulheres vêm buscando seu lugar, a delegada tem que se impor na vida profissional, resolver sua vida afetiva com o ex-marido e aturar as aventuras inconsequentes da filha e do genro. No final do dia, ela chega em casa com várias compras e guarda tudo em seu armário que está prestes a explodir.
Para a psicanalista da Sociedade de Psicanálise da Cidade do Rio de Janeiro, Neda Matos, aqueles que consomem por impulso o fazem para “tamponar um vazio”. “Pode ser a falta de algo que foi perdido, da perda de alguém, e até de uma dificuldade por não saber que caminho tomar. Em outras palavras, a impossibilidade de não se permitir sofrer”, esclarece. “Na sociedade contemporânea o que se verifica é uma ânsia em ter para ser. Ter uma roupa de grife significa, por exemplo, ser rico, ter status. É como se a pessoa só existisse a partir de um objeto; objeto este ditado pela mídia”, completa a psicanalista, que lembra ainda, que transtornos desse tipo geralmente levam as pessoas a sentimentos de frustração, tédio, solidão e depressão (Bolsa de mulher. Consumista de carteirinha. Disponível em: http://www.bolsademulher.com/estilo/consumistas-de-carteirinha-1/).
A compulsiva por compras Helô, personagem de Giovanna Antonelli.


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