segunda-feira, 1 de abril de 2013

Mulher e Trabalho: A evolução feminina na guerra dos gêneros


A evolução feminina na guerra dos gêneros

A diferença entre os generos consiste em fatores anatômicos, fisiológicos, psicológicos, históricos e culturais. A partir dessa ótica, esses principios foram premissa na legitimidade de condutas “apropriadas” servindo como fator na diferenciação dos gêneros, como por exemplo, na divisão de tarefas, onde essa diferença era mais visível, destinando aos homens os trabalhos mais braçais restando para as  mulheres, os trabalhos mais voltados às atividades da casa, não tendo poder de decisão sobre si ou sobre seu lar e submetendo-se às ordens do marido.                                         Durante a Revolução Industrial, a mulher conseguiu se aproximar do que era antes estabelecido exclusivamente aos homens, com a incorporação da mão de obra feminina  na massa da indústria. Porém essa conquista não trouxe consigo apenas benefícios, sujeitaram-na  a um sistema desumano de trabalho, violência masculina e a jornadas de 12 horas diárias, podendo ganhar até um terço do salário de um homem, executando a mesma tarefa , resultando em reivindicações por parte das mesmas, na exigência de melhores condições de trabalho, acesso à cultura e por fim igualdade entre os sexos, principalmente no que se refere ao âmbito legal, na tentatativa de modificações, visando os benefícios das leis trabalhistas.
Os direitos civis são concedidos a homens e mulheres quando há voto e a oportunidade de intervir no rumo da sociedade, fato este, que as mulheres brasileiras só adquiriram no ano de 1932, muito tempo depois dos homens e até mesmo de mulheres de alguns outros países. Este acontecimento histórico prenunciava a criação de um dia, onde na maioria dos países, houve conferências, debates e reuniões, cujo objetivo era discutir o papel da mulher na sociedade, no esforço de tentar diminuir e, quem sabe, terminar com o preconceito e a desvalorização da mulher. Em 1973, ao ser criado “o dia internacional da mulher”, não se pretendia comemorá-lo apenas, e sim promover mobilizações a fim de que elas tivessem voz ativa não só neste dia.
A Constituição Federal de 1988 assegura em seu Capitulo I - Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos - que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”, mas na realidade, a luta diária feminina está em conquistar o seu espaço, seja no convívio social, na família ou no seu trabalho, em uma dupla jornada, ou seja, não apenas uma profissional eficiente, mas relegada ainda, às obrigaçoes de seu lar que histórica e culturalmente ainda estão associados intrinsicamente a elas.
O patamar mais alto que uma pessoa pode alcançar em uma nação, é hoje no Brasil, ocupado por uma mulher. Atualmente, as mulheres desempenham funções diversas, podendo optar pelo que desejam fazer. Se desejam ser pessoas dedicadas inteiramente as atividades decorrentes de sua profissão, podendo ou não, abrir mão da construção familiar ou associar as duas tarefas . Independente da escolha a ser tomada, o que assegura é a sensação de que o principal lhe foi concedido: O direito de escolha!
 Mesmo com todos os avanços, existe mulheres que ainda estão limitadas pela cultura vigente, que não as permitem avançar mais, sendo usurpadas de usufruir plenamente da sua autonomia, visto que, apesar de suas escolhas ,ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional, sendo vítimas de um jugo social, fazendo-nos refletir que muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.


Mulher e corpo



     Há anos se perdura a polêmica que envolve a relação da  mulher e o corpo.  Como esse corpo vem sendo exposto e quantas consequências isso acarreta. Na verdade é um assunto polemico aonde há quem defenda ambos os lados. Um lado é a uma critica que a mulher está se vulgarizando, expondo demais seu corpo e assim a classe feminina perdendo seu valor e credibilidade, o outro lado, acredita que a exposição do corpo mostra a força da mulher diante da sociedade e a soberania diante dos homens, reforçando o feminismo, sendo  feminismo um movimento sociopolítico que defende igualdade de direitos e status entre homens e mulheres. Sua luta é marcada luta pela defesa e ampliação dos direitos da mulher na sociedade patriarcal da atualidade. Embora ao longo da história diversas correntes filosóficas e religiosas tenham defendido a dignidade e os direitos da mulher, o movimento feminista remonta mais propriamente à revolução francesa. (http://quemprecisadofeminismo.tumblr.com/feminismo)
     Qual lado que mais convém?  Será que a mulher vem perdendo  ou ganhando espaço na sociedade?  O que está realmente acontecendo?
     As interpretações podem ser feitas de diversas formas, mas o que  vem acontecendo ao longo do tempo, é que algumas mulheres vem fazendo de seu corpo um objeto sexual, uma exposição vulgar do corpo feminino.  Mas há quem acredite que essa exposição seja uma marca, que a mulher também pode se expor, e que essa exposição não é vulgar.Mas deve ser lembrado que o corpo da mulher, um corpo sensual cada vez mais está na mídia. Segundo o site de pesquisa de opinião pública diz que  :
Mais da metade das entrevistadas (56%) consideram ruim por dar muita importância somente ao corpo e desvalorizar as mulheres. Da mesma forma, opinaram sobre a intensa exposição do corpo da mulher na TV e 77% acham isso ruim, sendo que pouco mais da metade (56%) consideram ruim por dar muita importância somente ao corpo e desvalorizar as mulheres, enquanto outras acham que essa forma de exposição é ruim, mas somente para as mulheres que se expõem assim, mas que isso é um problema delas (21%).
As demais (21%) vêem como positiva a exposição do corpo da mulher na TV, sendo que 14% acham que isso é bom apenas para as mulheres que aparecem e outras 7% acreditam que é bom por acha que isso valoriza as mulheres brasileiras. 
(http://www.fpabramo.org.br/o-que-fazemos/pesquisas-de-opiniao-publica/pesquisas-realizadas/exposicao-do-corpo-da-mulher-na-midi)
     A real é que,  a maneira como as mulheres são tratadas em peças publicitárias e na mídia em geral agrada aos homens. Mas, para as mulheres, tal exibição, além de nem um pouco atrativa, contribui para uma desvalorização da classe feminina.
     Essa matéria poderia ser altamente extensa, mas a intenção não é essa.  Na verdade tem a REAL intenção de despertar um pensamento individual sobre esse assunto tão polemico e trazer a REALidade para as mulheres, fazendo-as pensar sobre os assuntos do cotidiano e as polemicas que às cercam. 

Mulher e História: Perfil de Miriam Makeba


Mama África!
A História de como uma empregada doméstica se tornou a voz da África

No dia 4 de março, o Google fez uma homenagem a uma das mulheres que marcaram história por sua força e sua voz. Era o aniversário de 81 anos, caso ainda estivesse viva, de Miriam Makeba, uma cantora e atriz que através do seu sonho sofreu e lutou contra o apartheid na África do Sul.
Zenzile Miriam Makeba nasceu em 4 de março de 1932 em Johanesburgo. Filha de Caswel Makeba, membro da tribo Xhosa, e Christina Nomkomndelo , curandeira espiritual swazi e empregada doméstica, Miriam desde pequena mostrou gosto pela música, apesar de conviver com muitos problemas. Sua mãe foi presa por seis meses, sob a condenação de vender uma bebida ilegal, quando ela tinha 8 dias de vida e seu pai morreu aos seus 5 anos de idade.
Seu gosto pela música de artistas locais e do jazz norte-americano, a fizeram entrar para o coro do Kilmerton Training Institute e aos 13 anos, quase se apresentou para o então rei da Inglaterra George VI, mas a apresentação foi impedida pela chuva.
Com 16 anos, viu o apatheid ser institucionalizado em seu país, e já percebia as implicações que isso poderia ter no seu sonho. Foi obrigada também a deixar a escola e começar a trabalhar como empregada doméstica, o que a fez perceber o grande racismo que existia.
Aos 17 anos engravidou e teve sua única filha Bongi. Logo após o nascimento da filha, Miriam teve câncer e se viu curada por um tratamento não convencional realizado por sua mãe. O relacionamento com o pai de sua filha não durou muito tempo por causa de agressões físicas. A música ficou por um tempo em segundo plano, já que Miriam continuava trabalhando como empregada doméstica para poder criar sua filha.
Na década de 50, ela se juntou aos conjuntos musicais The Cuban Brothers e logo depois Manhattan Brothers, esse último lançando ela ao sucesso através de uma turnê pelo Zimbábue e Congo.  Nessa época ela gravou um de seus grandes sucessos “Pata Pata”, que a fez ser conhecida na África do Sul e que mais tarde foi regravada nos Estados Unidos e se tornou uma das grandes marcas de sua carreira.
Em 1957, Makeba saiu do Manhattan Brothers para formar o grupo The Skylarks, um conjunto feminino que misturava jazz norte-americano com as musicas tradicionais africanas. Atuou, em 1959, na ópera/jazz sul africana King Kong no principal papel feminino, e o destaque da produção alavancou sua carreira internacional e a fez participar do documentário antiapartheid “Come Back, Africa” de Lionel Rogosin.
O filme foi proibido de passar na África do Sul, mas recebeu diversos elogios no Festival de Cinema de Veneza.  Ao final do Festival, Miriam recebeu diversos convites para apresentações nos Estados Unidos e enquanto esperava em Londres pela permissão para entrar no país, ela conheceu Harry Belafonte, que se tornou um grande parceiro em sua carreira.
No início da década de 60, Makeba fez diversas apresentações ao lado de Belafonte incluindo uma apresentação no aniversário do presidente John F. Kennedy, e recebeu um Grammy Award pelo CD que gravou ao lado do parceiro musical.
Como nem tudo são flores, a situação política no país em que nasceu trouxe novos problemas. Quando Miriam tentou voltar à Africa do Sul, em virtude da morte da sua mãe, descobriu que o seu passaporte estava cancelado e que o governo estava proibindo a sua entrada no país. Um discurso contra o apartheid na ONU lhe rendeu a revogação da sua cidadania e a proibição de seus discos no seu país de origem. O tempo de exílio foi minimamente compensado com as 10 cidadanias honorárias que ela recebeu, e assim passou a se considerar cidadã do mundo.
Nesta década, Makeba ainda enfrentou um novo câncer, agora tratado pelos métodos convencionais, se engajou na causa de Martin Luther King, e viu o seu quarto casamento, com Stokely Carmichael, prejudicar sua carreira por causa de diversos cancelamento de shows, sob a suspeita de que ela estaria financiando a causa pela qual ele lutava: os direitos dos negros.
Essa exclusão fez ambos se mudarem para Guiné por quinze anos. Em 1973, já separada ela ainda prosseguia fazendo apresentações na Europa, Ásia e África. Como cidadã honorária em Guiné, trabalhou na ONU e ganhou o Premio da Paz Dag Hammarskjöld em 1986.
A morte da sua única filha e de um neto, em 1985, fez Miriam se mudar para Bruxelas dizendo ter encontrado forças nos dois netos que já tinha, na sua música e na sua fé na figura de Deus. Três anos depois, ela lançou seu primeiro trabalho norte-americano, desde que saiu do país: o disco Sangoma, produzido pela Warner Bros Records, que reunia cânticos a capela e que era uma homenagem a sua mãe.
Com a libertação de Nelson Mandela em fevereiro de 1990, Makeba retornou ao seu país natal em junho do mesmo ano, com o seu passaporte francês. Nessa época, lançou um novo álbum que misturava diversos ritmos, mas não deixava de mostrar a música africana. Fez mais uma turnê mundial, e teve seu álbum Homeland indicado ao Grammy de Melhor Album Musical de World Music, no mesmo ano em que foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.
Com o fim do regime do apartheid, Miriam continuou cantando e contando os problemas que via no seu país, como a epidemia de AIDS e em prol dos deficientes físicos. Anunciou aposentadoria em 2005, mas continuou fazendo apresentações a fim de divulgar a cultura africana. Em 2008, concordou em fazer uma apresentação em Castel Volturno na Itália, em prol de um jovem escritor que delatou uma poderosa máfia e também de seis africanos que foram mortos pela máfia na cidade.
Foi durante essa apresentação, que Miriam passou mal, e morreu nas primeiras horas do dia seguinte, deixando para trás uma história de alguém que se dedicou a realizar o seu sonho e contar aquilo que lhe causava dor, e que acabou se transformando na voz da África.

Parabéns por tudo, Mama África!

Álbuns:

·         Miriam Makeba – 1960

·         The World of Miriam Makeba – 1962
·         Makeba – 1963 
·         Makeba Sings – 1965 
·         An Evening With Belafonte/Makeba – 1965
·         The Click Song – 1965
·         All About Makeba – 1966
·         Malaisha – 1966
·         Pata Pata – 1967
·         The Promise – 1974 
·         Country Girl – 1975
·         Sangoma – 1988
·         Welela – 1989
·         Eyes On Tomorrow – 1991
·         Sing Me A Song – 1993 
·         A Promise – 1994 
·         Live From Paris & Conakry – 1998
·         Homeland – 2000
·         Keep Me In Mind – 2002
·         Reflections – 2004


Por Tainnah Rabelo

Consumismo


           Criado pela sociedade capitalista industrial como forma de desenvolvimento do processo civilizatório, o consumismo é um problema contemporâneo que caracteriza o ato de comprar coisas que não são necessárias, diferentemente do consumo que é definido pela compra por necessidade (Vestibular 1. O consumismo e o meio ambiente. Disponível em: www.vestibular1.com.br/revisao/consumismo.doc).
Para a lógica capitalista de produção o principal objetivo é atender ao consumidor e estimular necessidades sintéticas que promovam uma maior rotatividade e acumulação do capital investido. O mercado e as mercadorias não são destinados a satisfazer toda e qualquer necessidade das pessoas, mas sim dos consumidores (Vestibular 1. O consumismo e o meio ambiente. Disponível em: www.vestibular1.com.br/revisao/consumismo.doc)
O poder aquisitivo é uma medida para o status social. Quanto mais a pessoa tem, maior o seu status social. O capitalismo impõe a necessidade de sempre estar comprando diversas mercadorias. Os produtos são trocados no mercado, novidades surgem rapidamente. E assim, as pessoas se desdobram para comprar a TV de LED, que depois é 3D e depois também entra na internet ou então o Iphone 3 ou o 4 ou o 5. Não importa se você já tem uma TV boa e nova, o que importa é estar sempre com a novidade do mercado nem que para isso você tenha que entrar em diversas prestações ou então prejudicar o meio ambiente.

As mulheres são conhecidas normalmente por serem descontroladas quando o assunto é shopping. Muitas delas não se seguram quando deparam-se com cartazes de liquidação, porém, nem sempre elas compram pelo simples prazer de estar comprando algo novo ou mesmo para ficarem mais calmas. Algumas sofrem de oneomania. Atualmente 3% da população brasileira sofrem de oneomania que acomete mais as mulheres, os jovens e os internautas. Essa doença caracteriza-se pela compulsão por determinado item e pode não ser identificada porque, para o mercado é mais rentável desse modo e para a sociedade quanto mais você gasta, mais poder aquisitivo você tem e maior status social você terá. Logo, as pessoas acham normal sair comprando por aí coisas desnecessárias e algumas vezes nem mesmo dinheiro para pagar elas têm.
Segundo a pesquisa “O consumidor do século XXI” divulgada pelo Ibope Mídia 21% das brasileiras vão as compras para se sentirem mais calmas e felizes (Bolsa de mulher. Consumista de carteirinha. Disponível em: http://www.bolsademulher.com/estilo/consumistas-de-carteirinha-1/).
 No ar na novela Salve Jorge, a delegada Helô, a personagem de Giovanna Antonelli se encaixa perfeitamente nesse caso. Em uma profissão em que as mulheres vêm buscando seu lugar, a delegada tem que se impor na vida profissional, resolver sua vida afetiva com o ex-marido e aturar as aventuras inconsequentes da filha e do genro. No final do dia, ela chega em casa com várias compras e guarda tudo em seu armário que está prestes a explodir.
Para a psicanalista da Sociedade de Psicanálise da Cidade do Rio de Janeiro, Neda Matos, aqueles que consomem por impulso o fazem para “tamponar um vazio”. “Pode ser a falta de algo que foi perdido, da perda de alguém, e até de uma dificuldade por não saber que caminho tomar. Em outras palavras, a impossibilidade de não se permitir sofrer”, esclarece. “Na sociedade contemporânea o que se verifica é uma ânsia em ter para ser. Ter uma roupa de grife significa, por exemplo, ser rico, ter status. É como se a pessoa só existisse a partir de um objeto; objeto este ditado pela mídia”, completa a psicanalista, que lembra ainda, que transtornos desse tipo geralmente levam as pessoas a sentimentos de frustração, tédio, solidão e depressão (Bolsa de mulher. Consumista de carteirinha. Disponível em: http://www.bolsademulher.com/estilo/consumistas-de-carteirinha-1/).
A compulsiva por compras Helô, personagem de Giovanna Antonelli.